22 de Janeiro de 2021
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Agentes acham droga sintética dentro de cigarros e de creme dental enviados a presos de Bauru

Droga conhecida como K4, ou 'maconha sintética', teria sido enviada por parentes de detentos do CPP-1. Polícia Civil foi acionada e vai investigar o caso

Agentes do Centro de Progressão Penitenciária (CPP-1) de Bauru (SP) apreenderam nesta quarta-feira (2) porções da droga K4, conhecida como "maconha sintética", escondidas em filtros de cigarros e dentro de um tubo de creme dental.

Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), a droga teria sido enviada pelo correio, através do serviço de Sedex, pela avó e pela irmã de detentos, em duas ocorrências distintas.

No total foram apreendidos 45 micropontos de K4 que estavam dentro dos filtros de cigarros e quatro pedaços de papéis com a droga em dois tubos de creme dental.

Divulgação


Ainda de acordo com a SAP, a droga foi encontrada durante revista manual de rotina realizada nas encomendas que chegam aos detentos. A vistoria ocorreu na presença dos destinatários.

A direção do CPP-1 registrou boletim de ocorrência para investigação da Polícia Civil. Também foi instaurado procedimento disciplinar para apurar a cumplicidade dos presos que receberiam as drogas.

O K4 é feito com substâncias sintéticas que simulam os efeitos do THC, o princípio ativo da maconha, porém com mais potência.

Outros casos

Casos desse tipo, principalmente envolvendo essa droga sintética, têm se tornado comuns na região de Bauru. Em outubro, agentes encontram 540 micropontos da maconha sintética escondidos em uma caixa de sabão em pó para um detento do CPP-2, de Bauru.

Em julho, agentes da penitenciária de Álvaro de Carvalho (SP) apreenderam a droga sintética escondida dentro de uma esponja de lavar louças que seria entregue para um dos presos.

Em agosto, o CPP 2 de Bauru foi novamente palco de tentativa de envio de droga envolvendo o K4, quando agentes encontraram o entorpecente escondido dentro do solado de borracha de um par de chinelos enviado por Correio pelo próprio pai do preso.

No início de setembro, de novo no CPP 2 de Bauru, a droga foi enviada camuflada em roupas, como na costura lateral de uma calça enviada pela mãe de um dos detentos e dentro de uma bermuda entregue pela irmã do preso.
G1
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