16 de Setembro de 2021
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Estudo mostra que CoronaVac reduz em 41% casos sintomáticos de Covid-19 em idosos com mais de 70 anos; mortes caem 71%

Estudo feito entre janeiro e abril, quando a variante gamma (P.1) já circulava no estado, analisou 43 mil moradores do estado de São Paulo e mostrou redução de 59% nas hospitalizações após imunização com duas doses.

Um estudo científico publicado nesta quarta-feira (21) mostrou que a CoronaVac reduziu em 41,6% os casos sintomáticos de Covid-19 em idosos com mais de 70 anos no estado de São Paulo. A pesquisa, feita com 43 mil pessoas entre janeiro e abril, apontou ainda uma eficácia de 59% na redução de hospitalizações e de 71% para mortes provocadas pela doença.

O trabalho foi realizado por cientistas ligados ao grupo Vaccine Effectiveness in Brazil Against COVID-19 (Vebra Covid-19) e foi apoiado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Estudo mostra que CoronaVac reduz em 41% casos sintomáticos de Covid-19 em idosos com mais de 70 anos
Estudo mostra que CoronaVac reduz em 41% casos sintomáticos de Covid-19 em idosos com mais de 70 anos


O percentual de proteção foi calculado 14 dias após a aplicação da segunda dose da vacina, e variou conforme a idade dos indivíduos.

No grupo mais jovem, com idade de 70 a 74 anos, a eficácia foi de 61,8% na proteção contra casos sintomáticos, de 80,1% contra hospitalizações e de 86% contra mortes. Já entre os maiores de 80 anos a eficácia foi de 28% contra casos, 43,4% contra hospitalizações e 49,9% contra mortes.

Os autores do artigo afirmam que a pesquisa teve como alvo pessoas com mais de 70 anos porque este foi o grupo que recebeu a maior parte das doses de CoronaVac durante o início da campanha de vacinação.

"Nós restringimos nossa população do estudo a idosos porque eles eram um grupo prioritário para vacinação e receberam a grande maioria das doses de CoronaVac durante os estágios iniciais da campanha no Brasil. Como resultado, uma comparação direta da eficácia do CoronaVac entre populações mais velhas e mais jovens não é possível", dizem os autores.

Dados preliminares deste estudo já haviam sido divulgados no final de maio. Agora, os pesquisadores atualizaram os percentuais de hospitalizações e óbitos verificados entre os participantes.

A pesquisa foi feita em um período no qual a variante gamma (P.1), detectada inicialmente em Manaus, já representava boa parte dos casos no estado.

Os dados foram publicados em uma plataforma de pré-prints. Por isso, o estudo é considerado uma versão prévia, já que ainda está passando pela revisão de outros cientistas.

Eficácia geral da CoronaVac

Outros estudos publicados após o começo da vacinação também mostraram que a CoronaVac é eficaz em reduzir casos e mortes provocadas pela Covid-19.

Estudo clínico final divulgado no início de abril mostrou que a a eficácia mínima para casos sintomáticos de Covid-19 atingiu 50,7%. O número foi maior do que o verificado no estudo preliminar, com resultados iniciais divulgados entre dezembro e janeiro, que mostraram eficácia de 50,3%.

A pesquisa publicada em abril mostrou ainda que a eficácia da CoronaVac pode chegar a 62,3% com um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que a aplicação da CoronaVac seja feita respeitando este intervalo.

O artigo científico, encaminhado para revisão e publicação na revista científica Lancet, mostra ainda redução de 83,7% das hospitalizações.

O índice de eficácia global aponta a capacidade do imunizante de proteger em todos os casos - sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%.

Participaram do estudo, realizado entre 21 de julho e 16 de dezembro de 2020, 12.396 voluntários em 16 centros de pesquisa brasileiros. Todos receberam ao menos uma dose da vacina ou placebo. Desse total, 9.823 participantes receberam as duas doses.
Portal G1
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