24 de Setembro de 2020
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Tupã adia campanha de vacinação antirrábica para focar no combate à covid-19

A campanha poderá ser reprogramada a depender do cenário epidemiológico do novo coronavírus, e qualquer definição será discutida com os municípios e amplamente comunicada à população.

A Secretaria de Estado da Saúde e os municípios de São Paulo decidiram adiar a campanha de vacinação contra a raiva para cães e gatos de 2020, visando a prevenção da Covid-19.

A medida foi discutida entre a pasta e as cidades na chamada "CIB” (Comissão Intergestores Bipartite) e segue recomendações do Ministério da Saúde, órgão do governo federal, que prevê a reprogramação da campanha antirrábica para redução do risco de contágio da Covid-19.

Devido ao risco de transmissão do novo coronavírus em situações que geram aglomeração, as equipes técnicas de saúde estadual e municipais optaram por manter apenas a imunização de rotina, disponível nos serviços de saúde municipais ou estabelecimentos médico-veterinários privados, sendo responsabilidade do tutor ou proprietário zelar pela saúde do animal de estimação. Tradicionalmente, a ação ocorria entre os meses de agosto e setembro.

A campanha poderá ser reprogramada a depender do cenário epidemiológico do novo coronavírus, e qualquer definição será discutida com os municípios e amplamente comunicada à população.

"Em SP, as ações de vigilância, prevenção e controle da raiva são constantes, e há mais de duas décadas foi eliminada a circulação da variante canina”, explica a diretora do Instituto Pasteur, Luciana Hardt.

Desde 1997, SP não registra casos de raiva em humanos provocada pela variante canina, e desde 1998 não há casos caninos e felinos.

Casos esporádicos podem ocorrer pela variante de morcego, sendo o último registro de 2018 após contato direto da vítima com morcego infectado (vivo ou morto).

"Por isso, é fundamental que esses animais não sejam manipulados caso sejam encontrados nas residências, quintais e áreas com vegetação. O cidadão que encontrar um morcego caído, por exemplo, deve acionar os profissionais de saúde do município, para que recolham e encaminhem devidamente para diagnóstico laboratorial”, complementa Hardt.

Os morcegos são animais silvestres protegidos por lei, e contribuem com o meio ambiente porque agem na polinização de flores, dispersão de sementes, controle da população de insetos. Portanto, não devem ser exterminados em qualquer hipótese.

Prevenção e atendimento médico

A prevenção da raiva ocorre por meio do controle da doença nos animais domésticos e da profilaxia no ser humano. Assim, as pessoas ou cães e gatos que tiverem contato acidental com morcegos devem ser prontamente encaminhados para tratamento profilático.

Também é imprescindível procurar um serviço de saúde se a pessoa for arranhada ou mordida por um animal mamífero desconhecido.

Não há cura para a raiva e é uma doença quase sempre fatal, que pode provocar paralisia, debilidade e outros quadros motores.

Jornal Diário
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